Presbiteriana do Brasil: Vencendo os desafios e ultrapassando limites

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Apesar de ter sido iniciado oficialmente nos anos 50, há indícios de que em 1912, a cidade de Patos registrou a presença do missionário presbiteriano de nome Handerlite.

O fato foi bastante discreto, pois apesar de sua passagem por Patos, nenhum trabalho chegou a ser aberto, havendo o missionário se mudado para a região de Pombal nos anos 20., pois segundo consta na publicação do jornal Boas Novas, em julho de 2000, Handerlite teria sido levado para aquela região, por meio do senhor Teófilo Oliveira, um dos primeiros convertidos na região.

Com isso, a chegada da Primeira Igreja Evangélica Congregacional no final dos anos 20, marcou oficialmente a chegada do evangelho em Patos, com o surgimento da primeira denominação na cidade.

A 1ª Igreja Presbiteriana do Brasil em Patos teve início a partir de um pequeno grupo de pessoas que deram início a congregação do Sítio Grossos, no município de Santa Terezinha, que na época ainda pertencia a Patos.

O trabalho se limitava a realização de cultos sem a presença de um líder pastoral, dada a falta de vínculo ministerial, mas seguiu nesse ritmo até o final da década de 40 do século passado, época em que Patos ainda conhecia a nova doutrina que apenas de representada por um grupo pequeno, já incomodava os grupos dominantes da época.

Antes de ser uma congregação organizada, um grupo pequeno se reunia na casa do senhor Joca Carvalho, situada a Rua do Prado, próximo ao antigo prédio da Secretaria de Educação do Município e fazia deste um espaço para crescer na cidade.

Pastor Jônathas Barros-1º líder da denominação

Segundo informações da irmã Hilda Cesário, que vivenciou de forma bastante significativa os fatos da época, os irmãos presbiterianos chegou a pertencer a Igreja Congregacional de Patos, a primeira denominação evangélica do município, a partir do seu surgimento em 2 de dezembro de 1932. Com as dificuldades da época, os primeiros cultos na Capital do Sertão aconteciam na casa dos irmãos, período em que antecedeu a construção do templo.

Na década de 50, do século passado, precisamente no ano de 1954, por iniciativa do pastor Antônio Menezes de Melo, apoiado por um grupo de irmãos, numa época em que já existiam as igrejas Congregacional, Primeira Igreja Pentecostal, (Ação Evangélica) e a Primeira Igreja Batista, surgiu a Congregação Presbiteral, vinculada ao ministério da Primeira Igreja Presbiteriana de Campina Grande, que mais tarde se transformaria na Primeira Igreja Presbiteriana de Patos.

Com o apoio de pequenas ofertas, vindas de missões estrangeiras que trabalhavam a implantação de igrejas no Brasil, a construção do templo foi o primeiro desafio a ser vencido pelo grupo de crentes presbiterianos sediados em Patos.

Até a construção do templo, situado a Rua Irineu Jofily, 116, bairro Santo Antônio e inaugurado em 02 de fevereiro de 1956, a igreja levou quase dois anos de muito trabalho e desprendimento em favor da causa. Naquele momento marcante, muitos puderam contemplar o resultado de seu empenho e refletir diante do esforço e das doações realizadas pelo próprio grupo para alcançar o resultado.

Em informação prestada no ano de 1994 e publicada no jornal Boas Novas em 2000, o Presbítero Josibias Gomes afirmou que a igreja realizou na época, campanhas de oração e de aquisição do material de construção.

Igreja Presbiteriana após ser queimada em 1958

Nonato Santos. Pastor atual

Com o desafio de fazer a igreja crescer, o irmão Pedro Gomes, (In Memorian), que disse ter visto pessoas dedicarem tempo praticamente integral para ajudar no soerguimento do santuário.

Em 1956 e 1957, anos que antecederam o ataque liderado por Frei Damião e seus seguidores, a igreja crescia e começava a incomodar lideranças católicas da cidade, a exemplo do Padre Dutra.

Segundo publicações do livro, Estatística do Culto Protestante do Brasil, que retrata estatísticas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, a Igreja Presbiteriana tinha 11 membros em 1956; 97 em 1958 e 110 membros em 1963, numa época em que o trabalho continuava a crescer.

Em 28 de junho de 1958, as santas missões celebradas por Frei Damião, decidiram tentar silenciar os evangélicos na cidade, sendo um dos alvos a Igreja Presbiteriana e a Primeira Igreja Batista de Patos. Na época, ouviu-se do padre Manoel Dutra, pároco da Igreja de Santo Antônio, frases como “Desliguem o som, pois Frei Damião está na cidade”, em tom de ameaça.

Nesse episódio, segundo um levantamento histórico feito pela IPB, foi feita uma reclamação ao delegado da época, capitão Severino Dias, que assegurou o funcionamento da difusora. No momento do fato, ouviu-se frases como: “Não ficará nesta cidade nem rastro de crente”, por parte dos fanáticos raivosos seguidores do Frei.

Assim, sem nenhum tipo de proteção policial, aconteceu a agressão e o fogo se alastrou pelo teto, bancos, jogados do lado de fora e queimados, causando grande destruição, fato que se registrava por volta das 10 da noite daquele 28 de junho de 1958.

Depois disso, a igreja que na época era dirigida pelo pastor Jônathas Barros, se dispersou, e boa parte dela voltou a somar forças com os irmãos da Primeira Igreja Congregacional de Patos, que não chegou a ser atingida pelos agressores.

Em relato ao jornal Norte Evangélico, periódico de circulação na época, o pastor Silas Mello da Primeira Igreja Batista, disse que o objetivo do Padre Dutra, era varrer os evangélicos de Patos, que eram tratados pejorativamente por expressões como “bodes, Hereges, Capas Verde e Protestantes”. Assim, o trabalho parou em 1958, por temeridade as perseguições, sendo reaberto no início dos anos 60, tendo a frente o pastor Claudionor da Silveira Barreto.

Pioneiro e fundador do templo, o pastor Jônathas Barros, passou mais uma vez pelo ministério, em meados da década de 60, quando sucedeu o pastor Claudionor em 1966, durante o processo pré-denominacional em 09 de fevereiro de 1969, quando ela tornou-se oficialmente uma igreja independente.

Naquele momento, o trabalho teve início sob o comando do pastor Jair Barros, que permaneceu até 1973, deixando a liderança para o pastor João Dantas, que exerceu o seu ministério até o ano de 1988, e é até hoje o pastor presbiteriano com maior tempo de liderança pastoral na cidade de Patos.

Depois dele, passaram pastores como Francisco de Assis Lima Filho(1988-Janeiro de 1993); Silas Severo, e o presbítero Jessé Silva, durante período de transição entre janeiro de 1993 e janeiro de 1994; Alcimar Dantas Dias Novo (1994-1996); José Salvador Pereira(janeiro de 1997 a julho de 2001) Flávio Monteiro, (julho a dezembro de 2001); Ermilton Gonçalves de Barros (janeiro de 2002 a meados de 2008); Lídio Ozório dos Santos Júnior, que assumiu poucos meses depois permanecendo até março de 2013 e o por fim o pastor Raimundo Nonato Maciel dos Santos, desde março de 2013 a agosto de 2014 e Humberto Carlos Diniz, empossado no final do ano de 2014.

Ao longo dos anos, a IPB abriu duas congregações na cidade de Patos, as duas durante a gestão pastoral de Ermilton Gonçalves de Barros. Uma delas no conjunto Nova Conquista, em 2003, liderada pela missionária Fernanda Araújo e a outra em 2007, no bairro da Vitória, liderada pelo diáciono Rogério Gomes de Andrade.

Fora da cidade, a mais antiga delas a congregação do Sítio Grossos, passou a pertencer em 2007 a 2ª Igreja Presbiteriana, liderada pelo pastor Rivaldo Gomes de Andrade, e a outra, na cidade de Coremas, foi aberta em 2012 e formada congregação no ano de 2013.

Entre as principais datas comemorativas, integram o calendário da igreja o aniversário de reorganização do trabalho em 09 de fevereiro, comemorando a elevação de congregação a Igreja, os tradicionais retiros de carnaval, o aniversário da União Presbiteriana de Homens-UPH, no terceiro domingo de março; da Sociedade Auxiliadora Feminina-SAF e da Mocidade Presbiteriana, no mês de abril, além da Páscoa; Reforma Protestante, em 31 de outubro, Natal e as festividades de virada de ano.